A guerra entre Israel e o Hamas me deu a chance de falar sobre os judeus e o enigma que cerca esta raça.

Os judeus foram perseguidos no mundo inteiro desde 721 a.C. Por que será?

Eles se parecem com humanos. Têm cabeça, tronco e membros como qualquer humano mas eles, pelo jeito, são diferentes. Os judeus gostam muito de dinheiro, diz o velho senso comum. “Amam dinheiro mais que tudo na vida”. Ou ainda, “a pátria deles é o dinheiro, não é só Israel”. Hitler tentou eliminar os judeus porque dizia que eles sufocavam a economia alemã.



Eles estão espalhados em todo mundo mas, apesar disso, é como se não fizessem parte de lugar algum. Há poucos anos, judeu que não casasse com judia não poderia frequentar as sinagogas.

Eles fazem circuncisão com a unha ao nascerem. Jesus fez no oitavo dia. Você já deve ter ouvido falar em judeu alemão, judeu americano, judeu francês. Só não tem judeu negão.

Como eles precisavam de uma pátria oficial, Osvaldo Aranha, um judeu brasileiro que presidia a ONU, deu em 1948 o voto de Minerva que criou o Estado de Israel. Faltou criar o Estado da Palestina. A partir daí, os conflitos que já existiam só se intensificaram, e Israel iniciou a sua política de expansão e ocupação do território palestino reduzindo sua área que é a Faixa de Gaza para 50km por 8km em média.



A carta de constantinopla

Em 1769 apareceu na França uma carta escrita em Constantinopla que supostamente daria orientações aos judeus de como destruir os cristãos e dominar o mundo. Na verdade era uma carta antissemita que abriu uma grande discussão na Europa no século 18.

Um trecho da carta falava que os judeus deveriam concentrar todas as suas energias no controle da imprensa, mas principalmente dominar os bancos. Por coincidência, hoje a grande imprensa e os bancos estão nas mãos de quem? No fim, a realidade só ajuda a dar algum crédito aos absurdos da Carta de Constantinopla.

A Rede Globo e a RBS são um exemplo caseiro.



Sionismo

O Sionismo é um movimento político criado no final do século 19 que faz referência a Sião, um nome bíblico de Jerusalém. O nome era apenas um apelo religioso para valorizar o objetivo real de criar um Estado judaico nacionalista.

Os judeus sionistas sempre viram os palestinos com desprezo embora sejam descendentes de uma mesma tribo há 6 mil anos.

Os judeus sempre defenderam Israel como uma cultura europeia, bem ao contrário dos outros povos do Oriente Médio. Até a cor da pele dos judeus é mais clara assim como os olhos. Os árabes tem a pele mais escura pela maior incidência de sol que estimula a melanina. Israel é na verdade um oásis capitalista europeu no meio do deserto.



Jesus era palestino

Embora Jesus Cristo tenha nascido judeu, na Palestina, os israelitas não são cristãos. Aliás, Jesus foi morto pelos próprios judeus. O que eu nunca entendi é essa lorota de que Jesus morreu para nos salvar. Salvar do que? Não salvou nem a pele dele.


O Hamas é terrorista

Não sei porque a esquerda brasileira vacila em declarar que o Hamas é terrorista.

Defender um Estado Palestino independente não pressupõe defender o terrorismo. Matar civis em nome de uma causa é tão repugnante como a opressão de Israel sobre o povo palestino em Gaza.



Tudo em nome de deus

O fanatismo do Hamas e de outras organizações terroristas é sempre em nome de deus (substantivo abstrato é com letra minúscula).

Eles se intitulam representantes de deus, portanto, quem pensa diferente deles é inimigo de deus e tem que morrer.

Não pensem que os evangélicos pentecostais brasileiros são muito diferentes. Eles só não tem armas, talvez seja por isso que Bolsonaro tenha tentado tanto armar o povo.



Palestina brasileira

Pode parecer surreal mas eu tenho uma solução para a criação do Estado Palestino. Seria a PALESTINA DO BRASIL, (não fumei nenhum ainda).

O governo brasileiro ofereceria uma dessas grandes fazendas que foram invadidas pela turma do Agro nas terras indígenas em vez da indenização que o Ministro Alexandre de Moraes propôs na discussão do Marco Temporal.

Tem fazendas improdutivas no Brasil que são 100 vezes maior que a Faixa de Gaza e o Brasil é muito mais bonito que aquele deserto deles. Imaginem que maravilha: deus e alá de mãos dadas. Cabeça boa a minha, né?


Hélio Ortiz é professor, produtor cultural, e foi Secretário Municipal da Cultura e Esporte de Viamão durante os governos do PT.