O Brasil é burro mesmo…

A Turquia está fechando cada vez mais parcerias com países da África. Vai projetando sua influência política e lucrando com as relações econômicas por lá.

Quem não está gostando nada disso é a China, que já tinha enxergado a importância do continente e já tinha se expandido para lá.

E o Brasil? Bom, o Brasil tinha alcançado papel de liderança em um “bloco” que estava montando com diversas nações africanas durante os governos FHC e, principalmente, Lula.

Hoje, não tem praticamente mais papel algum por lá.

E quem varreu o Brasil do cenário africano não foram os turcos, nem os chineses. Nem os russos ou os próprios africanos.

Foram os eleitores brasileiros, em 2018.


Putin continua putinho

O presidente da Rússia está às voltas com a possibilidade de os EUA instalarem bases da OTAN na Ucrânia. Eu já dei minha ideia – espero que ele me siga no Facebook e tenha lido.

É assim:

Deixa a Ucrânia entrar para a OTAN. Se os americanos botarem lançadores de mísseis por lá, o továrisch Vladimir já tem uma justificativa para botar os dele em Cuba. Que tal?


Não mete na Cuba não!

O governo americano teve a mesma ideia que eu, e já disse que não vai “tolerar” armamento russo na ilha socialista.

Ué… engraçado… quando falam da Ucrânia, eles defendem a liberdade de qualquer país para se aliar com quem quiser. Quanto o trolha aponta pro traseiro deles, o discurso muda.


Falando em Cuba…

Esta semana, “comemoramos” 60 anos do embargo econômico dos EUA a Cuba. Em 1962, o presidente John Kennedy basicamente isolou a ilha. A ideia era simples: se o povo cubano ficasse à míngua, acabaria derrubando Fidel Castro.

Pois bem. Kennedy tomou um balaço na nuca e foi pro beleléu. De lá para cá, foram 13 presidentes americanos mantendo o embargo com as mais esfarrapadas desculpas. Mas Fidel permaneceu no poder. Os aliados dele ainda mandam. O socialismo cubano segue firme e forte.

O aniversário do embargo é “celebrado” em Cuba com protestos – todo ano, o país denuncia a desumanidade da medida às organizações internacionais. Ninguém dá bola, claro.


O embargo até mantém os comunistas no poder

Cuba não tem eleições livres. As políticas econômicas que o regime mantém na ilha são patéticas.

A União Soviética passou três décadas comprando a produção de açúcar da ilha e botando dinheiro adoidado nas mãos do Fidel Castro. Ele poderia ter industrializado Cuba, poderia ter criado centros de desenvolvimento de tecnologia. Ao invés disso, preferiu “investir” na promoção de revoluções socialistas na África, na Nicarágua, na Colômbia e até o Brasil.

Coisa de “trosko”, se vocês querem a minha opinião.

Cuba não produz direito nem a comida que consome. O povo passa dificuldades. Mas o governo tem sempre uma boa explicação!

Não temos internet decente? Culpa do embargo!

Nossa balança comercial é um desastre? Por causa do embargo!

O país não se industrializou? O embargo impediu!

Tá faltando comida? É o embargo!

Papel higiênico? Teria, se não fosse o embargo!


Hermanos sempre “do contra”

Alberto Fernandez, presidente da Argentina, foi visitar o camarada Vladimirovich lá em Moscou. Pegou uma grana emprestada do FMI mas agora quer se “libertar das garras dos americanos”.

A Argentina é sempre meio “do contra” mesmo.

O engraçado é que o presidente deles é esquerdista e foi falar com os russos para enfrentar o imperialismo ianque. Enquanto isso, nosso excelentíssimo presidente Bolsonaro, o Grande, marcou também sua visita ao Kremlin dizendo que Putin é “conservador”.

Basicamente, pelo que entendi, esquerdistas e direitistas enxergam Putin como um “avatar” de qualquer bandeira que eles mesmos defendam.

E o Putin aceita esse papel porque quer juntar aliados nessa nova Guerra Fria que se desenha no horizonte.


Só pra encerrar

Ao invés de escrever um monte de coisas sobre os acontecimentos dos últimos dias, eu vou encerrar a coluna com uma foto.

A legenda vai ser assim: “preteou os olho da gateada”.

Escritor, jornalista, videomaker e servidor público. Autor de "Política para Iniciantes" de outros livros. Às vezes, assusta as pessoas por falar o que pensa. É o profeta que uma geração alienada pelo TikTok precisava. Ainda será Presidente do Brasil (ou não).