Não há volta – e ninguém a quer – ao velho regime do “o homem manda”. Mas existem armadilhas na masculinidade moderna, e algumas mulheres sabem como explorá-las.

E sim, eu sei que existem montes de homens tóxicos que fazem um mal tremendo às mulheres. Mas este texto não é sobre eles. É sobre mulheres que, basicamente, fazem o mesmo papel nas vidas de milhões de homens no mundo todo.

Não me levem a mal.

Meninas, vocês já têm livros e blogs aos montes para vocês. Aqui, vocês são bem vindas como leitoras, mas não têm protagonismo nem “lugar de fala”. Me deixem cuidar da parcela da população que praticamente não tem uma mão amiga a escrever nada sobre seus dilemas, ok?

Que fique claro: sou um homem, escrevendo primariamente para homens.


Mulheres não gostam de caras fracos, vacilões, indecisos, incapazes de manter suas posições e sem paixão pela vida.

Muitas delas acabam se CONTENTANDO com caras assim em relacionamentos duráveis, como um namoro ou um casamento – mas passam a relação inteira projetando nos pobres coitados suas idealizações. E se frustrando com a realidade, claro.

Toda mulher com um namorado “meia boca” sonha, no fundo, que o sujeito um dia “acorde para a vida”. Quando isso não acontece (e normalmente NÃO acontece), ou ela se acostuma com o jaguara, ou ela encontra coisa melhor e segue adiante.

Isso tem um motivo prático, objetivo.

Acontece que, no “mercado” dos solteiros, do sexo casual ou da procura por namoro, as mulheres têm uma vantagem imensa. Uma mulher não precisa fazer esforço para “se dar bem” – basta não ser MUITO feia, estar viva e respirando.

A questão é que muitos desses caras “meia boca”, que jazem chorando nos botecos e meios-fios por aí, já foram “fodões” no passado e acabaram sendo destruídos exatamente pelas mulheres que agora os desprezam.

Como?

Bem, meus amigos, é preciso que vocês fiquem espertos: existem mulheres tão tóxicas que conseguem matar a alma de um homem.


MORRE UM HOMEM, NASCE UM PANACA

A mulher marca, por exemplo, um passeio que o homem não gostaria de ir. Mas ele vai. Afinal, ele quer agradar à namorada. É socialmente convencionado que o homem tolere saídas chatas em nome da relação.

Aí, um dia, ELE marca algo de que ela não gosta muito. O que ela faz? Ela pode “esquecer” dos sacrifícios feitos por ele e dizer “não”, ou ela pode fazer algo ainda pior. E o que é pior do que um “não”? É quando ela “aceita” o programa mas torna a experiência um inferno.

Ao fazer isso repetidamente, ela vai “adestrando” o homem até ele desistir de tomar decisões.

Ele vai abandonando os gostos dele.

Aprende, como um cão treinado à base de jornaladas no focinho, a não programar nada, a não querer nada, a não resolver nada.

Desiste até de tentar pensar em programas legais para fazer com ela. E aí, ela reclama.

Irônico, não?

Uma mulher pode acordar irritada, explodir para cima do companheiro e passar dias sendo insuportável, para então desculpar-se alegando “estar de TPM”. O homem, se fizesse a mesma coisa, poderia até ser acusado de violência psicológica.

Esses episódios de comportamento abusivo acabam “passando batido” porque as mulheres têm uma desculpa socialmente aceita para eles. E porque nossa sociedade aplica dois pesos e duas medidas com relação a essas coisas. Chega a ser algo tratado até como bonitinho: “fé nas malucas”, e tal.

Os homens envolvidos com mulheres dadas a rompantes não costumam confrontá-las sobre as coisas que os incomodam. E vão se encolhendo, se adaptando, engolindo sapos.

Afinal, é assim que as coisas são, “naturalmente”, não é?

Há ainda mulheres que não suportam quando o homem tem um comportamento espontâneo em uma ocasião social. E tratam de matar, aos poucos, isso também.

De diversas formas e por diversas maneiras, pouco a pouco, muitas mulheres matam seus namorados e maridos por dentro.


O RESULTADO NUNCA É BOM

O homem que se vê em um relacionamento deste tipo PERCEBE – de forma consciente ou inconsciente – que está se transformando em um panaca. Que está se tornando “menor” do que já foi. Ele passa a se achar “insuficiente” para a mulher que tem, e começa a temer que ela vá embora. E ela então pode exercer total domínio sobre ele.

Falando assim, parece irracional que um homem se deixe aprisionar numa arapuca dessas. Eu lembro a todos vocês que esta é uma armadilha de difícil detecção, que ás vezes vai se fechando sorrateiramente.

De qualquer forma, em algum momento, chega-se ao beco sem saída.

Ou o homem cai fora e redescobre a si mesmo, ou a mulher se cansa do panaca e larga ele. Ou, o que é pior, os dois ficam juntos e frustrados o resto da vida: ele se achando um bosta, se distraindo com bebida, futebol ou videogames, e ela culpando o pobre diabo por sua própria infelicidade auto-infligida.


ISSO NÃO É NORMAL, NEM UMA “QUESTÃO MENOR”

O fenômeno que descrevi acima é corriqueiro. Todo mundo conhece pelo menos um casal que funciona por essa dinâmica tóxica.

É tão comum encontrarmos pares deste tipo, que o humorístico Zorra Total tinha um quadro no qual o ator Marcelo Mansfield interpretava o Senhor Banana, uma perfeita caricatura do marido sem voz alguma.

Bom. Eu estou aqui para trazer algumas “novidades”.

Primeiro, para dizer que nem todas as mulheres são sugadoras de alma dos homens.

E que nem todas as relações são tóxicas dessa forma.

Uma relação assim não pode mais ser vista como algo normal.

O errado não deixa de ser errado só porque muita gente aceita, ok?


O QUE OS HOMENS PRECISAM SABER?

Nós precisamos dizer “não” a certas relações. Basicamente, é isso.

Tudo se resume a isso: dizer NÃO.

Veja que não estou aqui pregando nenhuma novidade. 

As mulheres já amadureceram essas questões todas e trabalham melhor nesse campo. Há uma parte saudável da pauta feminista que hoje está por toda parte, incentivando as meninas a serem plenas, felizes e independentes sem precisar de “macho”.

Meninas falam abertamente sobre essas coisas.

Elas são cada vez mais treinadas para identificar relacionamentos tóxicos e são incentivadas a sair deles.

É uma ótima pauta. São ótimas mensagens. Não há NADA de errado nisso. Acho inclusive LOUVÁVEL.

Só que, agora, chegou a hora de os homens fazerem sua própria revolução neste mesmo sentido. Adotarem atitudes do mesmo tipo.

Sei que isso contraria toda a educação que nossa sociedade nos deu por séculos, mas lá vai:

Tu, homem, não deve nada a ninguém.

Precisa aprender a dizer “não” quando uma mulher tenta te usar como um quebra-galho, um tapa-furo, um caixa eletrônico ou um saco de pancadas. 

Não tem obrigação nem necessidade nenhuma de jogar esse jogo.


A FAZER: UMA CHECKLIST PARA OS HOMENS

– Um homem que, no desespero, faz concessões em cima de concessões só para manter uma mulher perto de si é patético, e acaba virando capacho. Seja fiel, antes de mais nada, a ti mesmo. E quem não gostar de ti, que vá cuidar da própria vida.

– Nietzsche já pedia que não lhe roubassem a solidão, se não fosse para oferecer verdadeira companhia. Siga esta máxima. Busque numa namorada uma parceira, alguém que te faça bem. Caso não esteja encontrando isso neste momento, aprenda a ficar “de boas” com a ideia de permanecer sozinho, pois não há nada de errado nisso.

– Se teu problema é a necessidade física do sexo, então pense: é melhor “se virar” por conta própria, comprar uma boneca (pode ser uma inflável ou um daqueles robôs japoneses), ou ainda usar os serviços de uma garota de programa, do que aceitar ser pisoteado por uma harpia furiosa só para ter acesso (limitado por ela) a uma bunda e um par de seios.

– Desenvolva o teu físico e o teu intelecto sempre pensando no teu bem estar, nunca tendo como objetivo central impressionar as gurias. Saiba que uma mentalidade saudável, confiante e independente, muito mais do que um abdômen perfeito, atrai as mulheres que valem a pena. E te dá a estabilidade emocional para passar longe das que não valem.

Fique esperto. Só assim tu vais ser feliz e encontrar gente que mereça ser feliz ao teu lado.

Ademais, homens, chegou a NOSSA HORA de ficar espertos.

Um fraternal abraço, e até a próxima.

Jornalista, assessor de imprensa, colunista de uma penca de jornais ao longo dos anos. Servidor público federal. Youtuber. Ativista #Redpill e historiador "freestyle". Autor de "Política para Iniciantes" e de outros livros. Site: www.fabiosalvador.com.br

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